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Este Blog tem como objetivo trabalhar com pais, alunos, professores e funcionários, em busca de uma alimentação de qualidade nas escolas.




terça-feira, 30 de novembro de 2010

 Obesidade nas Escolas


As crianças são grandes agentes de mudanças porque se encontram em formação de hábitos, aprendizado pessoal e também contagiam pais e familiares.
A escola depois da família é o espaço que deve estimular hábitos saudáveis de alimentação.  A nutrição inadequada é uma barreira ao aprendizado. Pesquisas mostram que crianças que não se alimentam direito acabam por prejudicar seu desenvolvimento escolar.  A  obesidade infantil transformou-se em um problema sério de saúde, numa epidemia que vem se alastrando e já atinge parte expressiva da população nessa faixa de idade.
Infelizmente dados publicados em 27 de agosto de 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deixou nutricionistas e educadores alarmados.
Porto Alegre é apontada como a capital com maior número de estudantes obesos e segundo dados do IBGE indicam que a cidade também tem maior freqüência de escolares com sobrepeso.
A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) mediu o peso e a altura de quase 60 mil adolescentes da 9ª série, em todas as capitais brasileiras. Conforme o levantamento, realizado pelo (IBGE), Porto Alegre é a capital brasileira com maior número de estudantes obesos (10,5%). Na média das capitais, o percentual de obesos foi de 7,2% – Rio de Janeiro e Campo Grande ficaram na segunda e terceira posições.
O principal problema nutricional verificado pela PeNSE foi o excesso de peso, que compreende o sobrepeso (peso acima do recomendado pela OMS) e a obesidade (excesso de peso crônico, segundo a OMS). Os escolares da rede privada tinham as maiores prevalências de obesidade.
No caso do sobrepeso, as maiores frequências entre escolares também aparecem em Porto Alegre (20,1%). A menor frequência foi registrada em Palmas (10,9%). O sobrepeso é mais freqüente entre estudantes das escolas privadas.
Dos 60.973 estudantes que participaram da PeNSE, 58.971 tiveram peso e altura registrados. O déficit de peso foi observado em 2,9% da amostra, o sobrepeso atingiu 16,0% e a obesidade, 7,2% (totalizando 23,2% com excesso de peso). A maior parte dos escolares (74,0%) estava dentro do peso considerado adequado.
Dentre as informações coletadas, a pesquisa constatou que 35,8% das estudantes que se achavam muito gordas estavam, na verdade, dentro do peso adequado. Do mesmo modo, 51,5% das adolescentes entrevistadas que informaram ter tentado emagrecer estavam dentro do peso normal. Por outro lado, quase 90% dos adolescentes que tentaram ganhar peso estavam no estado nutricional adequado.
Diante destes dados alarmantes, para que se tenha sucesso ao estimular hábitos alimentares saudáveis nas crianças e adolescente é preciso que haja além do conhecimento técnico, muita criatividade paciência e persistência.  O profissional nutricionista tem um campo muito grande a explorar quando o assunto é alimentação escolar.

“A obesidade é uma doença multifatorial, ou seja as causas são muitas, mas pesam mais os hábitos alimentares baseados no fast food, salgadinhos e guloseimas e as horas passadas em frente da televisão ou jogando video game”.


Se faz necessária a implantação de medidas de prevenção e de intervenção no combate a este desequilíbrio nutricional. Devemos direcionar os estudantes a praticar uma vida saudável. Ressalto neste caso o aumento da atividade física e o incentivo à hábitos alimentares saudáveis.
A proposta de um projeto ousado de educação alimentar envolvendo a tríade Pais, Escola e Comunidade surge, ou amanhã além de crianças e adolescentes obesos teremos a continuidade de futuros profissionais obesos.
Fonte:  ANutricionista.Com - Angelita Grebin Ewald - CRN2 8064 - 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Algumas dicas básicas para os pais que buscam uma alimentação de qualidade para seus filhos:

• Dar exemplo em casa.
• Cobrar da escola a mesma excelência na cantina que exigem na qualidade do ensino.
• Visitar a cantina da escola ou informar-se sobre as medidas sanitárias tomadas para garantir aos alunos um lanche sem riscos.
• Observar as condições higiênico-sanitárias dos alimentos.
• Conhecer o cardápio e os preços.
• Pressionar pelo banimento das gorduras trans, as mais prejudiciais à saúde.
• Cuidar para que o filho coma sem exageros de três em três horas, o que acelera o metabolismo e é mais saudável.
• Recomendar aos filhos um balanceamento entre os alimentos industrializados e os naturais.
• Ensinar os filhos a lerem os rótulos de embalagens na escolha dos produtos industrializados a serem consumidos.
• Mandar a criança para a aula com café da manhã tomado; além de ter um melhor aproveitamento, ela sentirá menos fome e vai comer moderadamente no intervalo.
• Controlar os gastos dos filhos na cantina.
• Incentivar jovens e crianças a optar por alimentos com menos embalagens e produzidos na região.
• Ensinar as separar os rejeitos antes de jogar no lixo, para separar o resíduo orgânico do reciclável.
• Orientar a lavar as mãos antes de qualquer refeição, mas sem largar torneiras abertas por muito tempo.
• Orientar a reduzir o uso de materiais descartáveis.

Para os pequenos que levam lanche

• Negociar com a criança a montagem da lancheira, isso a desperta para a nutrição balanceada e para a escolha de alimentos saudáveis e sustentáveis.
• Lancheiras devem estar sempre limpas, lavadas com detergente biodegradável e  cujos resíduos não sejam poluentes.
• Ter o mesmo cuidado com as garrafas térmicas, que devem ser lavadas como mamadeiras, usando escovas que alcancem o fundo.
• Os alimentos mais indicados são frutas, frutas secas, sucos de frutas, barras de cereais, pães integrais, sanduíche de queijo branco e água de coco.
• Mandar frutas inteiras e já lavadas. Não cortar ou descascar para evitar o processo de oxidação que escurece as frutas, como maçãs, peras e bananas.
• Preferir bolos e bolachas simples e menos calóricos, com o mínimo possível de gorduras saturadas e sem gordura trans.
• Bolos recheados e com cobertura têm mais risco de contaminação, sobretudo em dias quentes.
• Bolachas recheadas têm mais gordura, e muitas vezes têm gordura trans.
• Cuidado com frituras, salgadinhos industrializados, refrigerantes, sucos artificiais, balas, pirulitos, chicletes. Além de baixo valor nutricional, contêm gorduras em excesso, e deixam mais lixo proveniente das embalagens.

Fontes: Akatu, pediatra Mauro Fisberg e nutricionista Martha Amodio

domingo, 28 de novembro de 2010

Alimentação Saudável: Alimentação Escolar

Dez passos da alimentação saudável na escola

Para alcançar uma alimentação saudável dos alunos, o governo federal publicou, em maio de 2006, uma portaria interministerial voltada às escolas, que, entre outras recomendações, apresenta os dez passos seguintes:

1 – definir estratégias, em conjunto com a comunidade escolar, para favorecer escolhas saudáveis;

2 – sensibilizar e capacitar os profissionais envolvidos com alimentação na escola para produzir e oferecer alimentos mais saudáveis;

3 – desenvolver estratégias de informação às famílias, enfatizando sua co-responsabilidade e a importância de sua participação no processo;

4 – conhecer, fomentar e criar condições para a adequação dos locais de produção e fornecimento de refeições às boas práticas para serviços de alimentação, considerando a importância do uso da água potável para consumo;

5 – restringir a oferta e a venda de alimentos com alto teor de gordura, gordura saturada, gordura trans, açúcar livre e sal e desenvolver opções de alimentos e refeições saudáveis na escola;

6 – aumentar a oferta e promover o consumo de frutas, legumes e verduras;

7 – estimular e auxiliar os serviços de alimentação da escola na divulgação de opções saudáveis e no desenvolvimento de estratégias que possibilitem essas escolhas;

8 – divulgar a experiência da alimentação saudável para outras escolas, trocando informações e vivências;

9 – desenvolver um programa contínuo de promoção de hábitos alimentares saudáveis, considerando o monitoramento do estado nutricional das crianças, com ênfase no desenvolvimento de ações de prevenção e controle dos distúrbios nutricionais e educação nutricional;

10 – incorporar o tema alimentação saudável no projeto político pedagógico da escola, perpassando todas as áreas de estudo e propiciando experiências no cotidiano das atividades escolares.

Fonte: Portaria dos ministérios da Educação e da Saúde, de maio de 2006. / Instituto AKATU
Alimentação Saudável 


Uma alimentação saudável consiste numa alimentação completa, equilibrada e variada. Para se garantir uma alimentação saudável é muito importante seguir a roda dos alimentos, fazer pelo menos 5 refeições por dia e beber muita água diariamente.

A alimentação equilibrada  tem por objetivo:
Ø       Assegurar a sobrevivência do ser humano;
Ø       Fornecer energia e nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo;
Ø       Contribuir para o bem-estar da saúde física e mental;
Ø       Prevenir algumas doenças (tais como: obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, certos tipo de cancro, etc.);
Ø       Contribuir para o normal crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes.


Procedimentos para uma alimentação saudável:
Ø       Reduza o consumo do sal;
Ø       Evite consumir açúcar e produtos açucarados;
Ø       Aumente o consumo de frutas, legumes e hortaliças;
Ø       Aumente o consumo de peixes e carnes brancas e reduza as carnes vermelhas;
Ø       Beba muita água diariamente;
Ø       Não abusar das bebidas alcoólicas;
Ø       Evitar comer fritos ou comidas com muita gordura, opte por cozidos, grelhados e estufados;
Ø       Evitar a utilizar reutilizar gorduras aquecidas ou óleos queimados;
Ø       Ao utilizar uma gordura, dê preferência ao azeite.